segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Carta a Presidenta - Monge Budista

Exma Sra Dilma Roussef

Digníssima Presidenta Republica Federativa do Brasil
Brasília, 5 de setembro de 2013.

Eu me dirijo à senhora, muito preocupado com o encontro que teve com o Primeiro Ministro Abe em San Petersburgo, Rússia, na reunião dos G-20, em que um dos temas tratados teria sido o Acordo de Tecnologia Nuclear entre o Brasil e o Japão.
Sou brasileiro, pai brasileiro e mãe japonesa.  Já como professor de economia na USP, fui discriminado pela ditadura que então se instalava, exilei-me no Chile do Allende e preso no Brasil, ao retornar. Participei da fundação do PT e da formação dos primeiros governos democrático-populares. Hoje sou monge budista, sem renegar o passado e cônscio das potencialidades e limitações das ações governamentais e condicionantes internacionais. 
Estive em Fukushima várias vezes. Minha mãe é de lá, tendo sido um irmão seu - enquanto governador daquela província - o responsável pela instalação da primeira usina nuclear japonesa. 
Neste ano, fui a Fukushima especialmente no segundo aniversário da tragédia ocorrida no dia 11 de março de 2011. Embora lá tenha estado também no ano passado, desta vez a impressão foi tão forte que me marcou como um divisor de águas para pensar o futuro da humanidade.
O que eu vi parecia tranquilo, os estragos do terremoto e tsunami já em reconstrução e pude ir até perto da usina nuclear que explodiu, mesmo correndo o risco de radiação acima do limite de perigo.  Só estranhei a expressão das crianças que vi no caminho, muito quietas e apáticas.  Entretanto, entrevistando os adultos diretamente afetados, eles expressaram angustia e desesperança.  Conversando com pessoas que continuavam em atividades de apoio e solidariedade, senti certo ar de conformação e impotência.  Mas, ouvindo os empresários, burocratas e políticos, percebi muita falsidade e hipocrisia. 
Angustia e desesperança, conformação e impotência expressam a crise da civilização, o fosso que se abre entre o formidável avanço científico-tecnológico e a organização socioeconômica ineficiente e imoral que fomenta a falsidade e a hipocrisia.  Passando por cima da tradição cultural e comunitária, isso está acontecendo com o Japão, apesar de ser hoje um dos países mais ricos do mundo.  
O Japão ainda não resolveu a questão das usinas nucleares sob nenhum ponto de vista, que seja técnico, social ou econômico.  Não é só Fukushima que continua vazando por ar e pela água e provoca apreensão mundial, mas toda a nação está preocupada, insegura e desconfiada com as quase 50 usinas nucleares espalhadas pelo país.  A crítica sobre o próprio sistema de produção e consumo, assim como do modelo energético, está aumentando.
Quase cem entidades civis no Japão estão questionando a intenção do Acordo Nuclear com o Brasil e aqui, nacionalmente, muitos movimentos estão se organizando.  Isso terá repercussão no mundo todo em que as usinas nucleares estão sendo fechadas ou cerceadas devido a sua periculosidade atual ou potencial.   Ou o Brasil está comprando gato por lebre empurrado e influenciado por corporações inescrupulosas que só visam o lucro até na venda de projetos imprestáveis e exportação de reatores perigosos e colocados em desuso, ou há interesse em desenvolver aparatos bélicos nucleares que lembrem Hiroshima e Nagasaki?
O povo japonês está sofrendo e pagando muito caro por tudo isto.  O nosso povo não precisa passar por esse sacrifício.  Já se comprovou que a geração nuclear não é limpa nem segura e, do ponto de vista econômico, depende de muitos subsídios e seguros caríssimos que assegurem o retorno do investimento - mais que o dobro do custo da própria geração da energia - sempre custeados pelos contribuintes.  É nisto que as corporações estão interessadas.   
Além disto, a mineração de urânio é sabidamente nociva para a saúde dos trabalhadores e polui o meio ambiente, o armazenamento do combustível irradiado é perigoso por mais cuidado que se tome até porque não tem cheiro nem cor e o dejeto nuclear decorrente, por mais profundo que seja o buraco onde joguemos, os seus efeitos radioativos fatais são quase eternos.   E a maldade humana em querer experimentar as armas nucleares?
Não há nada de bom para herdarmos esse fantasma para as futuras gerações.  
No mundo todo está aumentando o uso de energias renováveis e a tendência é que em 2050 já seja de 80%.  Muitas alternativas estão se desenvolvendo rapidamente com o extraordinário e rápido avanço da ciência e tecnologia como fez os agilíssimos PCs a substituir os pesados mainframes, o acessível e universal e-mail a tornar obsoleto o envio de cartas pelo correio.  E o Brasil dispõe de muito sol e brisa, além da capacidade e potencial de pesquisa e desenvolvimento!   
Escrevo à senhora como presidenta fadada a levar o Brasil ao equilíbrio econômico e social como coloca-lo no caminho da liderança em desenvolvimento qualificado e pacífico.  Nisto o Japão pode colaborar em muitos aspectos e nós sermos solidários com o seu sofrimento atual.  Lembro também que foi a senhora que instituiu o Dia Nacional do Buda pela Lei No. 12.623 de 09 de Maio de 2012, tornando-se benfeitora do budismo que sempre pregou paz, equilíbrio e Bem Aventurança pelo mundo. 
Atenciosamente.
NAMASTE – NAMANDABU

Monge Ademar Kyotoshi Shôjo Sato   

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Entre a desinformação e a insanidade

SEGUNDA-FEIRA, 9 DE SETEMBRO DE 2013 14H34

CHICO WHITAKER
Entre a desinformação e a insanidade
Preocupa o possível acordo nuclear do Brasil com o Japão. Nossos irmãos japoneses estão em pânico com vazamentos radioativos em Fukushima
No Brasil, quando falamos dos riscos das usinas nucleares, as pessoas nos olham como se fôssemos ETs desgarrados, perguntando-se, quase penalizados, o que nos teria acontecido para abordarmos assunto tão fora de hora e lugar...
E nem foi há tanto tempo que aconteceu o desastre de Fukushima! Mas nosso instinto de autodefesa logo empurra más lembranças para o esquecimento.
Assim é que cada vez menos gente se recorda das 19 gramas de césio-137 que em 1985 foram retiradas, num ferro velho de Goiânia, de um aparelho de radioterapia e mataram, até se descobrir que eram radioativas, dezenas de pessoas e provocaram amputações e doenças diversas em centenas de outras.
Mas por que falar de acidentes de tão pouca probabilidade? O que acontece é que aqueles que têm a sorte (ou o azar) de serem informados um pouco mais (só um pouco já assusta) sobre o que aconteceu em Chernobyl em 1986 e continua a acontecer em Fukushima desde 2011 não podem dormir tranquilos.
Menos ainda quando constatam, de um lado, a desinformação da maioria e, de outro, a insanidade dos que promovem o uso de reatores nucleares para produzir energia elétrica --esse modo extremamente perigoso de esquentar água e produzir vapor para girar turbinas.
Um punhado de brasileiros quer chamar a atenção das autoridades políticas para a tragédia que poderia atingir as mais de 30 milhões de pessoas que vivem no Rio e em São Paulo e suas regiões se acontecer um acidente em Angra dos Reis.
Mas são como vozes que clamam no deserto, enfrentando tanto enormes interesses econômicos nacionais e internacionais que lucram com o nuclear, como interesses militares que ainda sonham com o Brasil Grande, submarinos atômicos e armas nucleares, como se este fosse o preço a pagar --alto demais...-- para o Brasil integrar o seleto clube de detentores de bombas que compõem o Conselho de Segurança da ONU...
Nesse quadro, é triste tomar conhecimento da escandalosa decisão da Caixa Econômica Federal de emprestar dinheiro para a conclusão da terceira usina nuclear de Angra.
O governo brasileiro tinha, para isso, pedido um empréstimo a bancos europeus. Estes exigiram que o Brasil mostrasse que estavam sendo respeitadas as normas de segurança da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), respondendo ao questionário da "prova de resistência". Nosso governo não teve condições de fazê-lo, e o empréstimo europeu não saiu. Numa clara demonstração de irresponsabilidade social e autismo político, esse cuidado com a vida de tanta gente pareceu desnecessário à Caixa.
Igualmente preocupante é a possibilidade de a presidente Dilma ir ao Japão assinar um acordo nuclear para trazer tecnologia e equipamentos de lá, quando nossos irmãos japoneses estão entrando em pânico ao não conseguir evitar vazamentos radioativos em Fukushima...
É por isso que cerca de cem entidades civis, japonesas e brasileiras, uniram-se num abaixo-assinado a ser entregue aos governos de seus países como oposição à possível cooperação entre eles nessa área.
Não seria de estranhar que nas próximas manifestações nas ruas do Brasil surgissem cartazes com as palavras "Pela Vida: Xô Nuclear!".

FRANCISCO WHITAKER, 81, é membro da Comissão Brasileira Justiça e Paz, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), e da Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Somos contrários ao acordo de tecnologia nuclear entre o Japão e o Brasil

Prezados amigos e amigas,
No dia 13 de setembro de 2013, data do 27º. aniversário do mais grave acidente radiológico ocorrido no mundo, com um aparelho de radioterapia abandonado em Goiânia, Brasil, será entregue, aos governos do Brasil e do Japão e às suas embaixadas e consulados, a Declaração abaixo, contra um eventual acordo nuclear Brasil-Japão.
Essa Declaração foi subscrita até agora por 40 organizações brasileiras e japonesas, cuja lista será divulgada oportunamente.
Pedimos às organizações do Brasil, Japão e outros países do mundo, interessadas em subscrevê-la para se associar a esse protesto, que enviem seus nomes e respectivas cidades axonuclear@uol.com.br, até o dia 1º. de setembro próximo, data em que a lista será encerrada.
Àquelas que quiserem também proceder à entrega de cópia da Declaração a uma Embaixada ou Consulado do Brasil e do Japão no dia 13 de setembro, pedimos que nos informem pelo mail acima, para a devida divulgação.
Agradecemos seu apoio, Xônuclear, Brasil.

Somos contrários ao acordo de tecnologia nuclear entre o Japão e o Brasil
Os jornais noticiaram que o governo japonês vai assinar um acordo com o governo brasileiro para preparar o caminho para a exportação de usinas nucleares japonesas para o Brasil.
Passados mais de dois anos do acidente nuclear de Fukushima, sua verdadeira causa permanece desconhecida, o que nos obriga a uma profunda revisão da tecnologia nuclear japonesa. Não é por outra razão que a opinião pública no Japão tem se mostrado contrária não somente à construção de novos reatores, mas também à reativação dos existentes.
As usinas de Fukushima ainda estão liberando radioatividade no meio ambiente e o governo japonês não consegue controlar essas contaminações.  Assim, o Japão está causando sérios danos para o mundo.
Como o governo pode apoiar a construção de usinas nucleares fora do Japão em tal situação? Isto só pode ser entendido como uma maneira de dar uma saída para a indústria nuclear japonesa, impedida de construir novas usinas no seu país.
No Brasil, cresce o temor de acidentes em suas usinas nucleares de Angra dos Reis, localizadas entre as duas maiores cidades brasileiras, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao mesmo tempo, cresce a pressão para que se passe a usar fontes de energia menos perigosas, para atender as necessidades do país em eletricidade.
Existem outras formas do Japão contribuir para a solução dos problemas de energia do Brasil e do mundo – por exemplo, pela cooperação em torno de energias renováveis.
As organizações da sociedade civil japonesa e brasileira, abaixo assinadas, são contrárias ao acordo anunciado, entre o Brasil e o Japão, em torno da tecnologia nuclear.
13 de setembro de 2013

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Nova fuga de água radioativa em Fukushima

Nova fuga de água radioativa em Fukushima

agosto 12, 20132 comentários
A imagem abaixo nos mostra a contaminação do Oceano Pacífico desde março de 2011 até março de 2012. Estamos à caminho da autodestruição. Culpa dos lobbies, neste caso, o lobby das corporações nucleares que financiam campanhas políticas para colocar corruptos em determinados cargos que favoreçam seus interesses financeiros.

Fonte da imagem e vídeo: sienteamerica.com
A TEPCO têm conseguido abafar a gravidade da situação graças ao poder financeiro do lobby, que possui a mídia como aliada, encobrindo o agravamento da radiação no Oceano Pacífico.
(abril de 2013) Até 160 toneladas de água radioativa vazaram dos tanques de armazenamento na central nuclear de Fukushima, contaminando o solo circundante, segundo informou TEPCO, a companhia operadora da planta.A fuga foi detectada em três cisternas de água — armazenada para esfriar os reatores da central — das sete que existem na planta Fukushima-1. No total foram derramados mais de 160 toneladas de líquido com sustâncias radioativas. De acordo com a empresa operadora, a água não chegou ao oceanoA princípio, a fuga ocorreu no primeiro tanque após um erro na transferência de água desde outro depósito, um dano que TEPCO informou este fim de semana. O vazamento foi detido. Os especialistas sugerem que o depósito, que agora está em 55% de sua capacidade, está danificado na parte superior.
Fonte: RT
A radiação já afetou a milhares de estadunidenses mas a mídia não publicará nada, pois é controlada pela mesma estrutura de poder que controla nações e governos.
A ambição e desejo de poder ilimitado por parte de uma dúzia de família de banqueiros está levando a humanidade e o planeta à destruição.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Usina nuclear de Angra é desligada após problema


Usina nuclear de Angra é desligada após problema

19/4/2013 12:36
Por Redação, com agências - do Rio de Janeiro

A usina nuclear Angra 1, no Sul do Estado do Rio de Janeiro, está desligada
A usina nuclear Angra 1, no Sul do Estado do Rio de Janeiro, está desligada
A usina nuclear Angra 1, no Sul do Estado do Rio de Janeiro, está desligada desde quinta-feira. Segundo a Eletrobrás Eletronuclear, houve um problema no sistema eletrônico responsável pelo controle do reator. A empresa afirmou que o reator foi desarmado automaticamente e que o incidente não ofereceu risco à segurança. Ainda não há previsão de quando a unidade voltará a funcionar.
De acordo com informações do portal G1, a Eletronuclear disse, ainda, que técnicos estão investigando o que causou o incidente e que a usina só será religada após a identificação do problema. De acordo com a empresa, a última vez em que a usina parou foi no dia 15 de abril. Durante um teste de rotina também houve uma falha eletrônica e a usina foi religada na madrugada do dia 16 de abril. As usinas de Angra 1 e Angra 2 respondem por 3% da eletricidade produzida no Brasil.
Segundo Pedro Figueiredo, diretor de operação e comercialização da Eletrobrás Eletronuclear, quando a usina para, o abastecimento de energia é automaticamente remanejado para outro local. De acordo com Figueiredo, os técnicos da usina acreditam que os dois desligamentos desta semana aconteceram de forma semelhante. Até agora nenhum problema foi identificado. A hipótese levantada a princípo é de que o reator esteja parando automaticamente sem nenhuma razão aparente.
Ele ainda afirmou que as equipes de manutenção, operação e engenharia trabalharão a partir desta pista até descobrir o que está provocando esse problema. Após as investigações, a Comissão Nacional de Energia Nuclear examinará os resultados. Após a liberação, a usina poderá voltar a funcionar normalmente.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Os trabalhadores da Nuclemon não sabiam que estavam sendo expostos a substâncias altamente tóxicas e também radioativas.


Os trabalhadores da Nuclemon não sabiam que estavam sendo expostos a substâncias altamente tóxicas e também radioativas. Quem passa pela Av. das Nações Unidas, Av. Interlagos e Rua Miguel Yunes também…
00:04:22
Added on 3/15/2013
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Olá, cidadãos e cidadãs de SP!
No último domingo foi celebrado do Dia de Direito à Verdade. Com Renan e Feliciano no Congresso Nacional, a Democracia Brasileira é uma grande Mentira! 
oglobo.globo.com/.../brasil-celebra-pela-primeira-vez-dia-internacio...
Mais de 1,5 milhões de pessoas pediram a saída de Renan da posição de presidente do Senado, que em 2012, gastou mais de 115 milhões de reais com Saúde Privada para senadores, funcionários e familiares. A saúde deles vai bem e à dos contribuintes que pagam a conta?
Hoje, jornais anunciam a troca da diretoria da Indústria Nuclear do Brasil, para agilizar o programa nuclear brasileiro. 
http://youtu.be/Q7SCCX5mu7M
Divulguem! Ajam!

Daniel Aymore Ferreira
Educador Popular, Médico Comunitário e Artista/Ativista da Democracia Participativa
www.twitter.com/grupodobemestar
www.facebook.com/rodadoamordoriopequeno

YouTube - Vídeos desse e-mail

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Contribuinte japonês paga pelos prejuízos de Fukushima


Contribuinte japonês paga pelos prejuízos de Fukushima

Relatório do Greenpeace Internacional mostra como legislação japonesa – e de todo o mundo – poupa a indústria nuclear dos custos de possíveis desastres

Passados quase dois anos do desastre de Fukushima – acidente que escancarou mais uma vez os perigos da energia nuclear –, o Greenpeace Internacional mostra como os prejuízos foram repassados ao bolso dos contribuintes japoneses, enquanto a indústria foi poupada.
Lançado nesta terça-feira em Tóquio, no Japão, o relatório “Fukushima Fallout: Nuclear business makes people pay and suffer”, (do inglês “As consequências de Fukushima: a indústria nuclear faz as pessoas pagarem e sofrerem”) avalia as regulamentações do Japão e de diversos países sobre a indústria nuclear.
A conclusão é que, em caso de desastres, as fabricantes de reatores nucleares seriam completamente poupadas. Já as operadoras das centrais teriam que desembolsar entre € 350 milhões e € 1,5 bilhão para cobrir os prejuízos – cifra bastante inferior aos US$ 250 bilhões necessários para cobrir os custos de Fukushima.
“Fukushima desmontou a farsa do discurso de segurança da indústria nuclear. O desastre teve um enorme impacto ambiental, social e econômico”, disse Ricardo Baitelo, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. “A má notícia é que a indústria da energia nuclear não tem responsabilidade total sobre esse ônus, transferindo as perdas para o Estado e para os contribuintes.”
Incapaz de arcar mesmo com os custos iniciais do acidente, a operadora da central de Fukushima, a TEPCO, teve de ser estatizada após o desastre. Já a GE, a Hitashi e a Toshiba, fabricantes dos reatores, não pagaram nada, mesmo tendo responsabilidade pelas falhas de engenharia que permitiram o acidente.
“Esse sistema injusto, que responsabiliza os cidadãos, em lugar das empresas que lucraram, mas que não pagam a conta do prejuízo, pode se repetir em qualquer outro país”, complementa Baitelo.
“Contrariando todos os alertas, o Brasil cogita voltar a investir nessa fonte de energia, mesmo com opções mais baratas e mais seguras, como a eólica, solar e biomassa. Não aprendemos mesmo com as lições”, conclui.